Internacional - 2/4/2009 16:02
Novo pacto do G-20 altera regras e desloca US$ 1,1 tri em garantias
Países assinam acordo com novas medidas regulamentares e fiscais

 

Com o objetivo de conectar profundas divisões políticas e financeiras, os dirigentes de algumas das 20 maiores economias do mundo acordaram um vasto conjunto de novas medidas regulamentares e fiscais, em um esforço desesperado para reativar a paralisada economia global.

 

Após a conclusão da primeira reunião econômica para estabelecer a atenção global em décadas, o primeiro ministro britânico Gordon Brown anunciou que os líderes globais concordaram em ceder US$ 1,1 trilhão em empréstimos e garantias adicionais para financiar o comércio exterior e o resgate de países com problemas.

 

Porém, Brown declarou que os fundos estão muito abaixo da injeção direta de estímulo para a circulação da economia - resultado de uma contínua divisão entre a Europa continental e uma grande parte do resto do mundo sobre a oportunidade de agir imediatamente ou esperar como as medidas envolvendo despesas correntes vão surtir efeito.

 

"Este é o dia em que o mundo se reuniu para lutar contra a recessão global", afirma Brown, de acordo com o jornal norte-americano The New York Times. "Nossa mensagem é clara e determinada: acreditamos que os problemas globais exigem soluções globais".

 

O término da conferência - que também serviu como estréia do presidente dos Estados Unidos Barack Obama no cenário global - produziu aquilo que parecia ser o mais forte e detalhado plano de recuperação do que a reunião realizada em 1933, que falhou ao desviar-se do crescente protecionismo e da miséria da Grande Depressão.

 

Entre as etapas do procedimento que foram detalhadas por Brown, estão o estreitamento dos novos regulamentos sobre fundos hedge e agências de ratings, bem como da repressão contra os paraísos fiscais, que serão publicamente identificados e sujeitos a sanções caso não concordem em compartilhar informações fiscais com as autoridades de outros países.

 

O grupo dos 20 também chegou a um acordo sobre as novas regras para o pagamento de bônus dos banqueiros, bem como a abordagem em comum para lidar com os ativos tóxicos dos balanços de instituições financeiras no mundo. Também ficou definido que os páises vão se comprometer a destinar US$ 250 bilhões para o financiamento do comércio.

 

 

A íntegra do material pode ser consultada aqui.

Tatiane Correia




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